A necessidade de desassoreamento do Guaíba foi um dos principais temas debatidos na reunião do Conselho do Plano do Rio Grande, realizada na quinta-feira (11), no Palácio Piratini. Além de apresentar o andamento das ações do governo do Estado na reconstrução do Rio Grande do Sul após a tragédia climática de maio de 2024, o encontro serviu ainda para anunciar a abertura de uma consulta pública sobre o zoneamento ambiental para mineração do Guaíba.
Na oportunidade, representantes do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS apresentaram estudo que verificou a vazão da cheia de junho de 2025 e comparou com enchentes anteriores, apontando similaridades no evento climático de setembro de 2023.
O IPH considera que não há evidências de que o assoreamento generalizado tenha provocado uma elevação adicional dos níveis de água do Guaíba, sendo estes condizentes com os volumes de precipitação. Sendo assim, recomenda que a dragagem como medida para controle de cheias não deva ser executada sem estudos técnicos mais detalhados, que avaliem a existência de assoreamento significativo, a eficácia da dragagem na redução das cheias, e sua viabilidade econômica e ambiental.
A instituição também destaca que a dragagem pode exigir manutenção periódica, em razão de que os trechos dragados tendem a “reassorear” em curto intervalo de tempo, gerando altos custos contínuos e desafios de sustentabilidade. Também pode impactar na erosão em áreas adjacentes, mudanças na navegação, e até salinização em regiões próximas, dependendo da escala da intervenção.
Por isso, o IPH recomenda a realização de estudos mais abrangentes, como levantamentos batimétricos, modelagem hidrodinâmica e análises hidrossedimentológicas, bem como a análise de impacto ambiental para avaliar os efeitos do assoreamento e a real eficácia das medidas de intervenção.
O Sindicato dos Engenheiros no RS acompanha o posicionamento técnico do IPH/UFRGS e, mais uma vez, destaca a importância de a Engenharia contribuir de forma qualificada para a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável do Estado.
O SENGE-RS também ressalta a importância de que sejam valorizados os estudos já desenvolvidos no âmbito dos Comitês de Gerenciamento de Bacias Hidrográficas, com a devida aplicação regional, de forma que se constituam de fato em planos de gestão pública e, com isso, sejam estabelecidas também ações visando mitigar os efeitos das mudanças climáticas.
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