01/12/2023

Seminário sobre indústria de semicondutores no Brasil: assista!

Redação: Comunicação Seesp

 

Nessa terça-feira (28/11) a FNE e o Seesp realizadam o seminário “Como estabelecer uma indústria de semicondutores no Brasil”, promovido pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). A atividade aberta ao público teve como objetivo reunir especialistas para discutir panorama das demandas, obstáculos e, principalmente, das possibilidades de avanços no setor.

Compuseram a mesa de abertura o presidente da FNE e do Seesp, Murilo Pinheiro; a coordenadora do Núcleo Jovem das entidades, Marcellie Dessimoni; o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan; o governador do Estado do Acre, Gladson Cameli; e o secretário estadual de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre, Assurbanipal Mesquita.

Em vídeo exclusivo ao evento, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou a importância do debate para o avanço do segmento, o que atestou ser área estratégica “para reduzirmos nossa dependência externa”. Ele não pôde participar da mesa de abertura conforme previsto devido à agenda de viagens internacionais do presidente Lula, em decorrência da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 28).

“Ter a capacidade de produzir os semicondutores no país vai impulsionar a inovação tecnológica e gerar empregos qualificados, criando oportunidades em diversas cadeias produtivas, desde pesquisa e desenvolvimento até a fabricação e serviços relacionados”, afirmou Alckmin.

Ao longo da tarde, o seminário contou com duas mesas de debates, que teve como temas: “Estratégias empreendedoras, investimentos públicos e privados” e “Desenvolvimento de tecnologia e qualificação da mão de obra”.

 

 

Engenheiros debatem estratégias na produção de chips

O potencial brasileiro e os caminhos para solidificar a atuação nacional foram destacados no seminário intitulado “Como estabelecer uma indústria de semicondutores no Brasil”, promovido pela FNE, na tarde dessa terça-feira (28/11), na sede do SEESP.

A mesa temática “Estratégias empreendedoras, investimentos públicos e privados” da atividade foi mediada pelo diretor do sindicato e coordenador do projeto da federação “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, Fernando Palmezan Neto. “Esse seminário faz parte do projeto, que aborda temas que de alguma forma a engenharia possa ajudar a desenvolver”, afirmou Palmezan abrindo as falas. “Temos todas as condições de apresentar propostas factíveis, que vamos levar para autoridades políticas e quem mais quiser avançar nessa direção”, frisou o diretor.

Expuseram sobre o tema o coordenador do Conselho Tecnológico do SEESP e professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), José Roberto Cardoso; e Antonio Corrêa de Lacerda, professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

O debate contou também com representantes do setor industrial com Nilton Morimoto, membro da Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi), e Fernando Momesso Pelai, especialista do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

 

 

Potencial do Brasil em semicondutores

A mesa que encerrou o seminário “Como estabelecer uma indústria de semicondutores no Brasil”, na tarde desta terça-feira (28/11), reuniu acadêmicos, representantes de empresas e do governo que apontaram o potencial nacional no mercado. O evento foi promovido pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) como parte do seu projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”.

Ao abrir o painel, que abordou o tema “Desenvolvimento de tecnologia e qualificação de mão de obra”, o coordenador do painel e vice-presidente da entidade, Antonio Florentino de Souza Filho, observou o protagonismo da engenharia na discussão de temas fundamentais ao desenvolvimento nacional sustentável.Diretor do Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (InovaUSP), Marcelo Zuffo observou que o Brasil dispõe de um “bom legado” para dar salto tecnológico e aproveitar a oportunidade para desenvolver sua indústria de semicondutores em meio ao que denominou “guerra fria 2.0” – disputa geopolítica que tem como países centrais os Estados Unidos e a China.

“O País começou cedo nessa corrida, com um projeto do meu pai [o engenheiro eletricista João Antônio Zuffo]. O BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] investiu na USP para montar o primeiro laboratório de microeletrônica. Em abril de 1971 foi criado o primeiro chip brasileiro. Até a crise do petróleo o País tinha empresas de semicondutores.”

Ele observou que a despeito das “políticas erráticas de não continuidade” e da desconsideração quanto ao papel da universidade na questão da indústria de semicondutores, o Brasil pode aproveitar seu potencial. “É preciso uma grande aliança, uma pentahélice, que abranja também o empreendedorismo e o capital privado [somados à chamada ‘hélice tríplice’, que engloba academia, indústria e governo]. As políticas têm que ser de Estado”, destacou.

Além de Zuffo, discorreram sobre o tema Henrique Miguel, secretário de Ciência e Tecnologia para a Transformação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); Israel Guratti, gerente do Departamento de Tecnologia e Política Industrial da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee); Gilberto Medeiros Ribeiro. professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Augusto Cesar Gadelha Vieira, presidente do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec); e Adão Villaverde, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

 

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