28/06/2017

Em Rio Grande, SENGE trata sobre Polo Naval, no programa Repórter Bandeirantes

Transmitido na noite de terça-feira diretamente de Rio Grande, o programa abordou a problemática situação do Polo Naval de Rio Grande e as consequências para o município e toda a região. O programa também teve a participação do engenheiro Ricardo Maranhão, especialista em petróleo e ex-funcionário concursado da Petrobrás, que foi um dos palestrantes do Seminário Tecnologia, Inovação e Soberania promovido pelo SENGE.

Em sua participação, Wollmann comentou sobre a postura do governo Sartori e seu aparente desconhecimento sobre a grandeza e a importância do Polo Naval de Rio Grande: “O estrago no estado do Rio Grande do Sul é muito maior do que a cidade de Rio Grande. Nós estamos falando de sistemas que vão desde a Serra, Charqueadas, o setor metalmecânico… é um efeito cascata extraordinário a nível de Rio Grande do Sul e a nível de Brasil. Esse investimento em Rio Grande nos deu o segundo maior dique seco do mundo, que hoje está atirado às traças. Nós temos gestores públicos que têm de fazer tour pelo mundo para conhecer outras coisas, em vez de conhecer o que tem no seu próprio estado. O governador e seus secretários deveriam conhecer mais o Rio Grande do Sul” completou.

Já o professor da FURG, o geólogo Marcelo Domingues, chamou a atenção para a recorrente propagação do discurso de que há erro estratégico na retomada da indústria naval:  “me incomoda muito ouvir as pessoas dizendo que foi um equívoco o país querer retomar a indústria naval. É só voltar lá nos anos 90, quando já se tinham estudos bem qualificados apontando que havia uma janela de oportunidades que estava se abrindo”, ele lembra, falando sobre a saturação dos polos navais da América do Norte, da Europa e, principalmente, da Ásia com relação à demanda mundial de navios e do setor Offshore. “Para se ter uma ideia, o pico, em 2006, que é o ano mais importante em termos de encomendas, era uma indústria de 200, 300 bilhões de dólares/ano. O offshore, que tinha maior valor, em torno de 120, 150 bilhões de dólares, o naval militar, 30 bilhões de dólares, e em torno de 80, 90 bilhões de dólares a mercante. Em 2006 eram 1.250 navios ano encomendados. Isso porque, pelos acordos internacionais de segurança marítima, os navios de casco simples tinham um prazo de validade, então tinha-se que renovar uma marinha mercante. Então veio o boom chinês, e depois indiano, por commodities. Isso fez a curva de demanda explodir no mundo inteiro, o que abriu uma janela para vários países que tivessem um mínimo de competência, de engenharia para entrar nesse mercado”, relatou, concluindo: “Então se a gente imaginar uma demanda desse porte, e os efeitos multiplicadores de emprego e renda em várias cadeias de produção, dizer que isso não é futuro, dizer que é erro de estratégia nacional, para mim, incomoda. Essa discussão que está colocada na mídia de que foi um equívoco de estratégia nacional eu não aceito, porque tem demanda mundial e tem demanda do país para isso.”

Domingues, que começou a se envolver com o assunto do polo naval ao ingressar na universidade em 2004 e coordenou alguns trabalhos na engenharia, destacou ainda que “já estamos entrando em uma nova janela, de retirada de parte da frota mercante, porque a evolução tecnológica no setor de combustíveis, de motores e tudo o mais, tornou novamente interessante para o armador renovar o navio dele para um novo perfil tecnológico que gere menos emissão de CO2, e assim por diante. Então tem todo um conjunto de variáveis que colocam uma renovação permanente de frota mercante, de pelo menos, 10, 15% ao ano vira sucata, e tem uma perspectiva de retomada da economia mundial que deverá dobrar a demanda da frota mercante até 2030”, afirmou o professor. 

Participaram do programa, ainda, o professor e vice-reitor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Danilo Giroldo; o professor Marcelo Domingues, também da FURG; o prefeito de Rio Grande, Alexandre Lindenmeyer; a prefeita de São José do Norte, Fabiany Sogbi Roig; a inspetora-chefe do CREA em Rio Grande, engenheira civil Enida Azevedo Soares Cachapuz; o inspetor-secretário Daltro do Valle Branco; o engenheiro Jefferson Lopes, presidente do Sinduscon Rio Grande; o presidente da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos de Rio Grande, Geremias Vargas de Mellos; e o deputado Nelsinho Metalúrgico.

Os assuntos tratados no programa dessa terça deverão ser aprofundados ainda nos próximos dias. O jornalista Milton Cardoso, com a parceria do SENGE e do CREA-RS articulam para o mês de julho a realização de um programa ao vivo que será transmitido direto do Rio de Janeiro. Na pauta, além do polo Naval de Rio Grande, será abordado o futuro da Petrobrás. 

Ouça abaixo os áudios do programa:

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