03/10/2012

Estudo aponta engenharia como carreira promissora no Brasil

Anualmente, a rede Laureate, grupo multinacional de educação que é dono de 50 universidades em 20 países, dez delas no Brasil, faz um estudo no qual mapeia as áreas do conhecimento que deverão ganhar projeção no mercado de trabalho e exigir profissionais nos próximos anos.

Com o estudo, a instituição identifica demandas de mercado, que muitas vezes nem as organizações sabem que têm, e procura criar cursos adequados para atender as empresas.
O estudo de 2011 aponta que parte significativa das novas carreiras está relacionada às indústrias de tecnologia da informação, engenharia, energia e à sustentabilidade. Outra parcela estará concentrada em serviços, em áreas como entretenimento e saúde. "Esses empregos estão relacionados a mudanças demográficas e a novas tecnologias e vão requisitar mais inovação e criatividade do que as formações tradicionais", diz Oscar Hipólito, diretor-geral acadêmico da Laureate Brasil.

Outra característica das carreiras emergentes é a integração de diferentes esferas do conhecimento. "O profissional do futuro é um especialista que busca uma conexão com outra área", diz Carlos Antônio Leite Brandão, do Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Embora algumas das profissões ainda nem existam formalmente, os interessados podem usar desde já as informações sobre as novas carreiras para pautar seus caminhos profissionais.

"A pessoa pode ir se aproximando, dentro da empresa, de áreas afins àquela em que pretende atuar no futuro", diz Renata Giovinazzo Spers, coordenadora de projetos da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo. "Os profissionais que se anteciparem, se preparando desde já para atender às tendências do mercado para os próximos anos, provavelmente vão se tornar referência nessas novas áreas, quando elas explodirem", diz. Mas, lembre-se: para conquistar essas vagas, é preciso investir na educação.

Conheça saiba quais são as carreiras apontadas como promissoras na área de engenharia, segundo a rede Laureate:

– Engenheiro de petróleo e gás

Por que é uma boa? Aumentaram as possibilidades de trabalho na cadeia produtiva de petróleo e gás nos últimos anos com os projetos de exploração do pré-sal. o setor deve gerar 1,7 milhão de empregos até 2020. É uma carreira que possibilita atuar nas áreas de exploração, perfuração e produção e nos segmentos de processamento, distribuição, comercialização e transporte.

Perspectivas: os salários vão de 15 000 a 20 000 reais para quem tem mais de sete anos de mercado.

Bom para quem: Pessoas que já tenham alguma formação relacionada a essa indústria, como geógrafo, geólogo e engenheiros. a formação técnica exige bastante especialização. Também há oportunidades para administradores que lidam com contratos, profissionais de avaliação ambiental, de análise de risco ambiental e de sistemas de informação.

Preparação: Varia conforme a área de atuação. Há vários cursos tecnológicos de dois anos e de pós-graduação que formam o profissional para essa indústria. uma fonte de informações sobre qualificação na área é o site do Programa de Mobilização da indústria de Petróleo e Gás natural (www.prominp.com.br).

– Especialista em recuperação de áreas urbanas degradadas

Por que é uma boa? A preocupação com os impactos gerados no meio ambiente pelas ocupações urbanas tem sido cada vez maior, o que causa uma busca de especialistas em restauração das áreas degradadas. Os recrutadores são construtoras, empresas de projeto, consultorias e instituições públicas ligadas a obras de infraestrutura. Há demanda por pessoas capazes de elaborar planos de recuperação desses ambientes urbanos, principalmente nas grandes cidades que carecem de planejamento.

Perspectivas: Já existe uma demanda média. A consultoria de recrutamento Michael Page vê uma tendência de demanda maior. Salário de 10 000 a 15 000 reais para o profissional com pelo menos cinco anos de experiência.

Bom para quem: Engenheiros, arquitetos, geógrafos, cientistas sociais, projetistas e biólogos.
Preparação: Formação em ciências biológicas, urbanismo, ecologia, engenharia ambiental e geografia facilitam a inserção no ramo. A pós é recomendada para quem é de fora.

– Especialista em inteligência artificial

Por que é uma boa? Com os avanços da robótica, crescem os investimentos no desenvolvimento de robôs e microrrobôs que desempenham funções como exames médicos invasivos, identificação de defeitos em tubulações e redes elétricas e substituição do homem em atividades perigosas.

Perspectivas: Os salários variam de 5 000 reais a 10 000 reais.

Bom para quem: Cientistas da computação, engenheiros da computação, analistas de sistemas.

Preparação: Especializar-se na área, por meio de graduação ou pós.

– Profissional de ecorrelações

Por que é uma boa? Nos próximos anos, deve aumentar a pressão social para que empresas assumam maiores compromissos de responsabilidade socioambiental, exigindo mais das atuais áreas de sustentabilidade corporativa. O profissional de ecorrelações será o responsável por intermediar o relacionamento entre instituições, consumidores, comunidade, ambientalistas e organismos governamentais para avaliar o impacto ambiental das decisões de uma empresa.

Perspectivas: Os salários variam de 5 000 a 9 000 reais nos níveis técnicos. Para gestores, a remuneração parte de 12 000 reais.

Bom para quem: Engenheiros ambientais, ecologistas, administradores, profissionais de marketing e economistas.

Preparação: Como a função combina habilidades das profissões acima, os interessados devem buscar pós-graduação ou cursos de menor duração que lhes permitam adquirir os conhecimentos das outras áreas afins.

– Especialista em logística fluvial

Por que é uma boa? O fato de a região Norte do país concentrar a maior bacia hidrográfica do mundo favorece o transporte fluvial de passageiros e cargas, criando oportunidades para profissionais que trabalham no planejamento, na execução e na fiscalização do sistema de transporte hidroviário e em sua interligação com outros sistemas de transporte. O profissional vai atuar em hidrovias ou em empresas de transporte e navegação, de produção e turismo.
Perspectivas: Salários iniciais para tecnólogo entre 2 500 e 3 500 reais. Após cinco anos, o valor sobe para 7 000 a 8 000 para funções gerenciais.

Bom para quem: Profissionais com formação em logística, engenharia, administração e economia.

Preparação: É preciso ter conhecimentos em informática para trabalhar com bancos de dados e geografia. O Centro Universitário do Norte (Uninorte) oferece um curso de tecnologia de nível superior.

– Gestor de resíduos

Por que é uma boa? A produção de lixo é um problema do século 21. Existe uma gama de atividades envolvidas na destinação adequada e segura do lixo, do residencial ao industrial, de modo a evitar danos e acidentes ambientais. A demanda pelo gestor ainda é média no Brasil, com tendência a crescer nos próximos anos. Segundo a consultoria Hays, hoje o cargo é ocupado por um profissional ainda jovem, sem cargo de gestão ou com a gestão de pequenas equipes.

Perspectivas: Salário de 8 000 a 12 000 reais para gerência média.

Bom para quem: Engenheiros ambientais, químicos e biólogos.

Preparação: Especializações sobre tratamento e disposição de resíduos.

– Tecnólogo em construção naval

Por que é uma boa? Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Setor Naval e Offshore, o número de empregados na área deve passar de 56 000 (no ano passado) para 100 000 em 2016 e há falta de profissionais em todos os níveis da indústria — técnico, tecnólogo e engenheiro. Além do pré-sal, movimenta esse mercado a demanda por barcos pequenos. O construtor naval é quem produz embarcações de pequeno e médio porte. Ele é o responsável por selecionar qual sistema hidráulico e elétrico será implementado, assim como a capacidade de circulação e todos os materiais que serão usados. Rio de Janeiro, Pernambuco e região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, são grandes polos de construção naval.

Perspectivas: Os salários estão inflacionados por falta de mão de obra especializada em todos os níveis. Estimativa de 4 500 a 10 000 reais.

Bom para quem: Técnicos da área que procuram um crescimento de carreira, engenheiros que querem mudar de área.

Preparação: Há vários cursos técnicos de nível superior com média de três anos de duração.

– Especialista em epidemias e desastres naturais

Por que é uma boa? Com as mudanças climáticas, aumenta a preocupação com situações de catástrofes naturais, como enchentes e desabamentos de encostas. Isso gera a necessidade de profissionais capazes de desenvolver e instituir programas de prevenção e reação a situações de calamidade.

Perspectivas: Os salários variam entre 8 000 e 25 000 reais.

Bom para quem: Administradores, profissionais da saúde, profissionais da área de planejamento, urbanistas, especialistas em segurança pública.
Preparação: Especializações em gerenciamento de situações de crise, segurança e saúde pública. Já existem cursos de graduação em segurança pública em universidades privadas.

– Especialista em agroecologia

Por que é uma boa? A expansão da agricultura e da pecuária no Brasil é uma ameaça a ecossistemas importantes, como o do Pantanal e da Amazônia. O profissional de agroecologia terá a missão de propor soluções, como políticas públicas e inovações tecnológicas, para tornar as atividades agrícolas mais sustentáveis. Pode ser um consultor, trabalhando para empresas que capacitam produtores rurais a obter certificações em sustentabilidade. Ele pode também atuar em órgãos públicos, capacitando agricultores para produzir de forma mais ecologicamente correta.

Perspectivas: Demanda alta, com escassez de gente. O salário pode girar entre 2 000 e 10 000 reais.

Bom para quem: Agrônomos e engenheiros ambientais.

Preparação: Complementar à formação, com conhecimentos de tecnologia e gestão de pessoas.

– Coordenador de terceirização offshore

Por que é uma boa? Com a globalização dos negócios e o ganho de importância de questões como a responsabilidade socioambiental, surgiu a necessidade de profissionais responsáveis por assegurar que os fornecedores terceirizados em outros países sigam os padrões éticos e de qualidade requeridos pela organização que os contratou. Também é tarefa desses profissionais identificar novas oportunidades de terceirização em outros países.
Perspectivas: Demanda média. Salários de 7 000 a 14 000 reais.

Bom para quem: Administradores, engenheiros, profissionais de logística e de tecnologia da informação.

Preparação: Aproximar-se, dentro da empresa, das áreas afins; especializações em comércio exterior.

– Engenheiro de energias renováveis e tecnologia não poluente

Por que é uma boa? A corrida pela busca de tecnologias e recursos energéticos renováveis entrou na pauta do desenvolvimento sustentável e deu novo fôlego a essa profissão, voltada para construção, análise, manutenção e operação de sistemas mecânicos e também para atividades de gestão nessa área. Deve haver demanda por profissionais habilitados a realizar avaliações, emitir laudos e pareceres técnicos. No caso da energia eólica, isso se aplica especialmente às regiões Nordeste e Sul.

Perspectivas: A demanda atual é média, com tendência de aumentar. Salário de 8 000 a 12 000 reais, podendo subir, dependendo do projeto.

Bom para quem: Engenheiros especializados em elétrica, hidráulica, energia, materiais e sistemas. Para profissionais que têm interesse em trabalhar com pesquisa e desenvolvimento.

Preparação: Para quem não é engenheiro, há funções técnicas cobertas por cursos tecnológicos em instituições de Ensino Superior.

Com informações do site
Exame.com

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